HERVAL
Histórico
Situado na Encosta do Sudeste, linda ao Sul com Jaguarão e
República Oriental do Uruguai, ao Leste com Arroio Grande e Pedro Osório, ao Oeste com
Candiota, Hulha Negra e República Oriental do Uruguai, ao Norte com Piratini e Pinheiro
Machado. O nome da cidade origina-se da erva-mate encontrada em abundância nas matas
quando da sua colonização. Na época erva era grafada com "h".
Poucos anos depois, sem os cuidados com a reposição ou extermínio,
havia sido dizimada toda a vegetação nativa daquela árvore hoje grande fonte de renda
em outras regiões.Povoado mais antigo pertencente ao então município de Rio Grande que
abrangia toda a região Sul do estado.
Em 1o de outubro de 1777, Portugal e Espanha assinaram o
tratado de Santo Idelfonso, modificado logo depois pela convenção de Lisboa. Em 31 de
março de 1784, Rafael Pinto Bandeira assumiu o governo da Província. Ignorando a
convenção, em 1791, transferiu o acampamento da guarda do Piratini, hoje município de
Cerrito para as nascentes da primeira vertente que desemboca na Lagoa Mirim pelo lado
Norte, conforme previa o tratado.
Natural de Rio Grande e conhecedor como ninguém da topografia da
Região, Pinto Bandeira fixou a guarnição militar nas nascentes do Arroio Grande porque,
naquele lugar, rodeado de cerros, podia ser inexpugnável, considerando as armas da
época.
Desse acampamento nasceu a base militar da Coroa Portuguesa. Dessa
base, partiam as cavalarias para defender o território contra ataques dos espanhóis,
para conquistar e assegurar a posse das terras onde hoje está demarcada a fronteira com o
Uruguai e nas lutas contra Rosas, Oribe e Solano Lopes.
Posteriormente, o povoado foi transferido para a nascente do arroio
Herval
Em 1823 teve início a construção da igreja Matriz, no local atual,
dois quilôntra o Paraguai. Entre muitos, estão: na batalha de Curupaiti, o Cel.
Astrogildo Pereira da Costa, depois General e Barão de Aceguá; João Nunes da Silva
Tavares (Joca Tavares), depois Barão de Itaqui, comandante da vanguarda que alcançou a
matou Solano Lopes. Participaram da Guerra do Paraguai os hervalenses, general João Nunes
da Silva Tavares; coronéis: Astrogildo Pereira da Costa e José Maria Guerreiro Vitória;
Tenente-coronéis: Manoel Amaro da Silveira, Manoel Amaro Barbosa e José Simeão Torres;
Capitães: Veríssimo da Costa Vale, Justiniano Amaro de Freitas, Berlarmino Luís de
Freitas, Mário Amaro da Silveira, João Pedro Nunes, Antônio Teixeira de Almeida,
Graciano Amaro da Silveira e Bonifácio Pereira Nunes; Tenentes: Demétrio Madruga
Bitencourt, Porfírio Ribeiro Madruga, José Rodrigues Faria e Manoel Lopes de Moura;
Alferes: Antônio Inácio de Medeiros, Sebastião Inácio de Medeiros, João Delfino dos
Santos, Herculano dÁvila, Irineu José Lopes, Clementino Luís de Freitas, Vitor
Torres, Serafim Anastácio Dias, Brígido Cardoso de Melo e Valeriano José Lopes.
Fundador da cidade:
Bonifácio José Nunes é considerado o fundador da cidade. Liderou e,
juntamente com José da Silva Tavares, José Teixeira Pinto, Antônio dos Santos Abreu e
Antônio Madruga de Bittencourt se constituíram em sociedade para adquirir o terrento
onde estava edificada a povoação e o doaram à Irmandade de Nª Sª da Conceição.
Nunes era fabricante de tijolos e doou praticamente todos os
necessários à construção da igreja Matriz. Era plantador de mandioca e dela produzia
farinha em sua fazenda. Construiu duas casas no povoado e intimou os seus amigos a fazerem
o mesmo. Era nome respeitado. Embora amigo e da confiança de Pinto Bandeira, deu baixa,
apenas, no posto de Cabo. Era escolhido como árbitro nas questões entre pessoas, sendo
acatadas sumariamente as suas decisões.
No dia 18 de janeiro de 1825 a povoação foi
elevada a freguesia. Pela Lei nº 757, de 04-05-1871, foi elevado a município. A sede foi
elevada a vila 20-05-1881, pela Lei Provincial nº 1326. A cidade em 02-03-1938, pela Lei
nº 1311.
A data comemorativa do município, conforme o
§ 1º, do artigo 4º, da Lei Orgânica do Município é dia 18 de janeiro. Nessa data, em
1825, a povoação foi elevada à freguesia. A autonomia política ocorreu pela Lei nº
1326, de 20-05-1881, quando foi possível eleger a sua primeira Câmara de Vereadores. Ao
presidente da Câmara, pelas normas do Império, então vigentes, cabia a administração
pública.
O primeiro Presidente foi Zerferino Amaro da
Silveira. Um ano após substituído pelo Sr. José Maria Guerreiro Vitória. Este realizou
o primeiro calçamento da cidade, no cruzamento das atuais ruas Mal. Floriano com 15 de
Novembro, "na estrada Centurião Cerro Chato, fez executar trabalhos de aplanamento
de vulto" e mandou construir o empedrado (estrada Herval/Jaguarão) que serviu de
passagem até a década iniciada em 1980 quando foi substituído por uma ponte de
concreto.
A Câmara de Vereadores que promulgou a atual Lei Orgânica do Município em 16-02-1990,
tinha a seguinte composição: Zoila Lemos Mendes, presidente; Mário Nunes,
vice-presidente; Darcy Peres, Secretário; Élio Soares, 2º secretário; Emílio Weege,
João Mercedes Machado, Nilton Nido Soares, Agustinho Marins Xavier e Renato Cleber
Soares.
Símbolos do município: Segundo a Lei Orgânica, são símbolos do município a erva-mate, o quero-quero, a Bandeira Municipal e o Brasão de Herval.